segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

17 anos depois - 03/01.



“Quando,sem mais,partiste
Deixando-me assim, tão cedo
Prenúncio de dia triste
Vi por entre meus brinquedos

A lembrança, ainda forte
Não me fez encarar o fato por sentença
Enfrentando tua morte
Senti mais tua presença

A saudade aumenta com o tempo
Mães não deveriam morrer
São feitas de alma e sentimento
E nos dão a chance de viver

Minha mãe, brisa leve
Que descubro por fotos, cartas, poesia
Minha mãe, brisa breve
De onde estranha força irradia

Falou-me de borboletas que traziam vida
Atravessando nosso caminho,passando por nossa janela
Só não me explicou que por distração de Deus
Passariam poucas à frente dela

Mãe,escultura em granito
Mãe,tempo sem hora
Mãe que disse um verso bem bonito,
Disse adeus e foi-se embora”

Paula Rego (Setembro/2005)

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"RECEBE MENOS QUEM MAIS TEM PRA DAR"